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Pensado e Desenvolvido por Bruno Albuquerque Deixe seu comentário

Muitas pessoas não sabem o que fazer quando as suas pilhas acabam. Devo jogar no lixo? NÃO! Devo jogar em um local qualquer? Muito menos, pois a pilha possui em seu interior um material prejudicial ao solo. Segue abaixo um ótimo texto sobre a reciclagem da pilha, retirado do site Pira Monografa:



O perigo que produzem as pilhas que se eliminam é um dos temas prioritários na agenda dos ambientalistas urbanos. Já que a pilha é um elemento que contém diferentes metais em sua composição como mercúrio (a maioria das pilhas botão, pilhas alcalinas e de óxido de prata) ou cádmio (pilhas recarregáveis), ainda que também são preocupantes outros metais como o manganês, níquel e zinco.
A partir deste princípio, tem-se a obrigatoriedade da pesquisa sobre metodologias de reciclagem de pilhas. Tal abordagem pode se dar a partir de monografias ou pesquisas que fundamentem
TCC envolvendo a gestão ambiental de pilhas. A partir de um estudo monografico realizado, a AC Monografia pôde explicitar mais propriamente o tema
Cada tipo de pilhas tem ao menos dois metais presentes em duas formas químicas diferentes, como metais puros e como óxidos.
Portanto, ainda que nem todas as pilhas são iguais nem têm a mesma periculosidade, toda pilha que tem alta concentração de metais tem que ser considerada como elemento de cuidado.
As pilhas facilitam o uso de muitos dos aparelhos necessários em nossa vida diária, mas uma vez esgotadas, normalmente, descartam-se com o restante dos resíduos, pelo que terminam em depósitos de lixo ou estoques sanitários, podendo ficar expostas a incêndios e a reações químicas incontroladas que afetam os depósitos de água, o solo e o ar.
Se acumulam nas lixeiras, com o passar do tempo, as pilhas perdem a carcaça e se verte seu conteúdo, composto principalmente por metais pesados como o Mercúrio e o Cádmio, o Zinco. Estes metais, infiltrados desde a lixeira, acabarão contaminando as águas subterrâneas e o solo e com isso se introduzirão nas correntes alimentarias naturais, das que se nutre o ser humano. Se se incineram, as emanações resultantes darão lugar a elementos tóxicos voláteis, contaminando o ar.
Pode-se tomar como exemplo o mercúrio presente na composição das pilhas. Esta substância se oxida misturada com o lixo e se libera ao ambiente. Este metal e variados de seus compostos, são bastante insolúveis, pelo que poderiam ficar relativamente imobilizados em terra ou depositado no fundo de rios e lagos.
No entanto os microorganismos presentes nestes ecossistemas, podem transformar em metil-mercúrio de maior toxicidade e mobilidade ambiental.
Esta substância orgânica, a diferença do mercúrio inorgânico, atravessa facilmente as membranas celulares dado que é lipossolúvel e portanto uma vez que ingressa na corrente alimentaria, através dos herbívoros e peixes, contamina rapidamente cada elo e se vai concentrando, ao igual que o DDT.
O resultado é que quando chega ao homem, topo da corrente alimentaria, pode ter-se concentrado várias vezes e resultar letal, já que se acumula sobretudo na medula óssea e no cérebro, danando a médio e longo prazo os tecidos cerebrais e o sistema nervoso central.
O mercúrio também tem a possibilidade, de acordo às condições ambientais, de passar a uma forma volátil e distribuir-se amplamente, aumentando os riscos que ocasiona. Estima-se que no Brasil se consomem uma média de 10 pilhas por pessoa por ano, quando se esgotam, em geral finalizam no lixo comum.
O ideal seria a coleta seletiva das pilhas usadas em recipientes específicos e seu tratamento adequado constituem a solução mais lógica e mais respeitosa com o ambiente.
Uma vez recolhidas, as pilhas seriam levadas a uma planta de reciclagem onde se segregam e se separa os metais perigosos do resto de materiais que constituem a pilha.
O processo requer a trituração da pilha, a qual se introduzem em um destilador que se esquenta até a temperatura adequada. A condensação posterior permite a obtenção de metais com um grau de pureza superior a 96%. Da trituração das pilhas normais se obtém escória férrica e não férrica, papel, plástico e pó de pilha.
Mas, lamentavelmente, existem poucas plantas de reciclagem de pilhas já que o processo utilizado requer um elevado consumo de energia e os tratamentos posteriores para recobrar o restante de componentes exigem um elevado investimento econômico nem sempre recuperável.
Na reciclagem de pilhas domésticas, busca-se a obtenção de um modelo tecnicamente seja viável e economicamente rentável. Este segundo aspecto é menos importante do que o primeiro, sempre que exista uma solução para o mesmo.
Há processos de reciclagem que são válidos para um só tipo de pilhas, o que exige uma classificação inicial. Outros processos tendem a fazer um tratamento de todas elas misturadas, exigindo um maior número de etapas em seu tratamento.
Em geral, as operações a realizar são as seguintes: recolhida, classificação, trituração, separações físicas, tratamentos térmicos, tratamentos pirometalúrgicos e hidrometalúrgicos. Os processos de reciclagem deverão contemplar o tratamento de emissões, vertidos e resíduos gerados nas operações anteriores.
A coleta seletiva das pilhas é um passo fundamental na reciclagem. Deve-se facilitar a coleta localizando recipientes em supermercados, relojoarias, estabelecimentos fotográficos, etc, para que sejam tratados por um gestor autorizado.A classificação manual não resulta singela por ser lenta, com custos de pessoal elevado devido à difícil identificação de sinais exteriores.No tratamento hidrometalúrgico dos metais a recuperar, emprega-se uma dissolução para proceder das seguintes maneiras: separação por precipitação, extrações líquido/líquido, eletrólise ou a combinação de várias delas.

Coleta

Resulta de interesse que o consumidor assimile e adquira certos hábitos de reciclagem. Os niveis de coleta se incrementam com rapidez.
Em 2005 os níveis de coleta de pilhas de formato grande rondavam os 22,4%(2,64 pilhas /habitante /ano) e para as pilhas botão em 38,9% (0,21 pilhas /habitante/ano). Isto se traduz em que anualmente para cada 1000 habitantes se estão recolhendo 2640 pilhas de grande formato e 210 pilhas botão.
Para poder facilitar o trabalho de classificação das pilhas, é interessante fazer uma coleta seletiva, diferenciando as pilhas botão das alcalinas.


Classificação
A classificação por tamanhos é importante e necessária. Conseguindo assim lotes homogêneos em dimensão. Os sistemas eletromecânicos reclassifican o produto,facilitando posteriores etapas.

Sendo mais viável tecnicamente, classificá-las atendendo a suas propriedades físicas: magnetismo, densidade, raios X, etc.

Trituração
A ação de esmiuçar o material é necessária para todos os processos hidrometalúrgicos e não em todos os processos pirometalúrgicos.

Cada técnica de trituração apresenta vantagens e inconvenientes, Em cada caso se deve eleger a mais adequada: moinhos de martelos, cinzelagem, Nitrogênio líquido, entre outros.

Separações físicas
Depois da trituração se realiza a separação granulométrica ou de tamanhos, Esta ocorre por densidade leve ou pesada. Uma nova separação magnética isola apara a parte férrea da não férrea.


Tratamentos térmicos

As diferentes temperaturas de ebulição de cada composto facilitam a separação dos elementos. À medida que aumenta a temperatura se recolhem os elementos mais voláteis, sendo primeiro o Mercúrio (a 600º C), esfriando-o se consegue uma separação eficaz. A presença de matéria orgânica (manteiga de Mercúrio) tende a depositar-se nas conduções produzindo numerosas e fortes explosões. Zinco e o Cádmio se volatilizam a temperaturas superiores a 600ºC. A separação destes metais se pode conseguir de duas maneiras: num ambiente redutor ou num oxidante.
A presença do Cádmio entorpece a obtenção de Mercúrio e Zinco. Outra dificuldade se apresenta na separação do Ferro e o Níquel nas ligas de metais. Esta é a razão pela qual se faz necessário separar previamente as pilhas Nem/Cd do resto, antes do processo pirometalúrgico e tratá-las por separado.

Tratamentos hidrometalúrgicos e pirometalúrgicos
A dissolução obtida, de tipo ácido ou alcalino, tem uma composição complexa, com presença de vários metais, pelo que as técnicas de separação (com solventes orgânicos ou eletrólises particulares) podem ser bastante sofisticadas.

O tratamento pirometalúrgico é mais difícil de controlar e por isso potencialmente mais contaminante do que os hidrometalúrgicos.
A partir daí, a Alpha Monografias Prontas e Monografia de base realizou este artigo visando a ampliação do entendimento sobre o tema, de modo básico, já que o estudo mais aprofundado sobre cada modelo de reciclagem infelizmente é muito extenso, sendo mais próprio para uma monografia específica cada.

Fonte do Texto: Pira Monografa.



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