Mídia e Ecologia.com

Seguindo em Frente, Preservando o Meio Ambiente!

Pensado e Desenvolvido por Danil BR 6 Comentários

Adoro quadrinhos, em tirinhas, em revistas, ou até mesmo em livros. Muito divertidos, e a preferência da garotada, adultos também lêem. Alguns são colecionadores, outros lêem e trocam com outras pessoas, e tem até aqueles que compram para os filhos e dão uma espiadinha. O negócio é que quadrinho,ou HQ, não é exclusividade da criançada, como uns e outros que só lêem mangá (principalmente adolescentes) dizem que “não têm mais idade pra isso”. Pra mim não existe idade para se divertir (tá certo que ver um adulto andando de velocípede ou tomando mamadeira é ridículo) e nunca devemos ser igual à ninguém, eu sou eu e você é você.
Mas, cortando o papo furado, revistas em quadrinhos também poluem, pois nelas é usado papel, energia, materiais artísticos e muita criatividade (não que isto polua) para se produzir uma HQ, além dos caminhões de entrega.
Eu não quero persuadir ninguém à parar de comprar, ou simplesmente, não comprar nenhuma revista, apenas conscientizar do lado ruim dos gibis. Quer dizer, nunca vi (ou li) nenhum gibi feito de papel reciclado, apesar de muitos falarem que papel de madeira reflorestada é melhor (mas isso já é outra conversa...).
Quero apenas que reflitam e façam pequenas ações que ajudarão muita gente, assim como não jogar sua revista velha fora, doe para uma biblioteca, creche ou orfanato, ou venda ela para um sebo (loja de venda de revistas e livros usados), e empreste a sua revista à maioria de pessoas que conhecem, e querem ler-la, para que eles não precisem comprar uma edição igual.
E para complementar este post, leia abaixo outras dicas de se tornar um colecionador (ou leitor) ecologicamente certo que encontrei numa coluna do Universo HQ:

1) Se puder, vá comprar quadrinhos a pé, de bicicleta, de skate, de transporte coletivo, sei lá. Mas deixe o carro na garagem se não for realmente necessário. Toda energia que você poupar, ajuda.

2) Leve uma sacola retornável quando for à banca, à livraria ou à sebo. Todo ano, são distribuídas no mundo todo entre 500 bilhões e um trilhão de sacolas plásticas. Cada uma delas leva em torno de 400 anos pra se decompor. Se você compra quadrinhos uma vez por semana, vai poupar 52 sacos plásticos por ano. Parece pouco, mas se cada habitante do planeta deixar de usar uma sacola por semana, são 321 bilhões de sacolas a menos.

3) Estimule outras pessoas a mudar os hábitos. Se você tem um sebo ou é amigo do dono, pode até ganhar dinheiro produzindo as sacolas retornáveis. Use algodão como tecido, de preferência orgânico, porque o algodão convencional tem uma produção bem custosa pro meio ambiente. Faça uma ilustração bacana. Se quiser incrementar mais, lembre-se de que muito fã de HQ gosta de desenhar e crie um concurso pra escolher as estampas das sacolas. Pronto: com sacolas bacanas, você tem mais uma fonte de receita pra gibiteria.

4) Não guarde as revistas em sacos plásticos. Isso não é bom pra ninguém, porque, a longo prazo, os saquinhos se tornam colônias de fungos que amarelam e destroem o papel. Na verdade, não é a primeira vez que escrevo isso. Só que o mito de que o plástico protege as HQs é um dos mais arraigados na cultura dos quadrinhos. Pena: além de espalhar mais plástico pelo mundo, a longo prazo, esse costume só colabora com a degradação das HQs.

5) Não compre revistas novas. Essa é dureza, não? O problema é que, pra produzir uma tonelada de papel, são derrubadas duas toneladas de árvores. Depois de derrubá-las, a produção do papel e o processo de impressão jogam no ambiente substâncias químicas tóxicas e dispendem quantidades monumentais de energia. Para piorar, distribuir as revistas cria toda uma cadeia de gastos com combustível, transporte...

6) Se vai comprar revistas novas, compre menos. Selecione melhor o que vai levar. Além de tudo, você vai poupar uma graninha.

7) Já existe uma grande indústria de reciclagens de HQ diluídas por todo o Brasil. São os sebos. Afinal, eles vendem revistas e livros usados, que já foram lidos por alguém e que, em vez de irem pro lixo, ganharam a oportunidade de encontrar novos leitores, a preços baixos. Para quem gosta de ler no papel, é uma maravilha, até porque você pode trocar quadrinhos e ler mais HQs pelo mesmo dinheiro.

8) Se puder, depois de ler a HQ, repasse para seus amigos. Assim, mais gente aproveita o mesmo material. Faça uma gibiteca no seu condomínio, na sua cidade, na sua escola. Ok, vamos ser francos: isso não vai acontecer. Mas você pode repassar adiante pelo menos aqueles quadrinhos que não vai ler nunca mais, ou armar um esquema para emprestar e ler emprestadas as HQs que não tem certeza de querer comprar. Assim, tudo mundo lê mais e consome menos recursos.

9) Leia HQs na internet. A web não derruba árvores, não precisa de caminhão pra transportar e não gera encalhe. Claro que computadores também geram gastos e, pior ainda, lixo eletrônico, que é altamente poluente e envolve até metais pesados. Mas você já tem um computador, certo? Pra melhorar o cenário, boa parte da energia elétrica do Brasil vem de matriz hidrelétrica: não polui, portanto.

10) Na internet tem quadrinhos digitais gratuitos e tem pirataria. Pois bem: prefira os digitais. Isso porque os scans foram impressos, mesmo que seu exemplar não tenha sido. Até as editoras começarem a lançar edições digitais como opção padrão, os custos ambientais do processo gráfico vão continuar existindo.

Vê se consegue seguir umas quatro dicas no mínimo, pois nem eu sigo todas estas dez dicas, mas convenhamos que se cada cidadão economizar uns 3 litros d’água, a cidade economizará uns bons milhares litros de água. E isso também serve para os livros e revistas. Não quer mais uma revista velha? Doe-a. Já ta num estado de fim do mundo? Parecendo que seu cachorro mastigou-a? Então mande pra reciclagem! Você já estará contribuindo para grandes quantidades de papel não ficarem entulhados no lixo.



APROVEITE

E ACESSE















PARA NOTÍCIAS
E NOVIDADES SOBRE
QUADRINHOS!



6 Comentários

  1. Oi D@anil.B, na natureza tudo é reciclável, inclusive nós. Podemos reciclar preconceitos e pensamentos obsoletos, por exemplo. Claro que li antentamente seu texto, e concordo 100% com ele. Penso que num futuro não muito distante, os livros e as publicações (inclusive quadrinhos), deixarão de ser utilizados em papel e passarão a ser exclusivamente virtuais. Com relação à minha coleção, pretendo um dia, após minha aposentadoria (faltam 9 anos), trabalhar comercialmente com revistas e quadrinhos, e/ou ainda, montar uma gibiteca pública em minha pequena cidade, para disponibilizar a coleção para a leitura por crianças de todas as idades. A preocupação ecológica é sempre válida. Mas, há exageros também, já ouvi gente dizendo coisas que protegem tanto a ecologia que suprimem a presença humana no planeta. Abs. Paulo

  2. D@nil.B says:

    Eu sentiria falta de pegar as revistas, dobrar página por página para lê-la, sentir o cheiro de uma nova e até de poder ler em qualquer momento e ambiente, Paulo. Nesse futuro eu continuaria a ler revistas de papéis, assim como ainda tem gente que assiste fitas de VHS...
    Mas você vai se aposentar sem nem fazer 60 anos? Pelo menos ainda estará em atividade. Coisa mais chata que existe é ter todo o tempo do mundo e nada ter para gastar-lo.

  3. OI D@nil.B, você está certíssimo. Gibi de papel é muito legal. Eu fico pensando que um gibi depois de impresso pode ser lido por décadas, por muitas pessoas, e relido também, várias vezes pelas mesmas pessoas ou por novos leitores a qualquer momento. Tenho 45 anos de idade e 30 de contribuição ao INSS, só me falta completar mais 5 de contribuição e 4 para alcançar a idade mínima. O tempo livre que tiver no futuro, aproveitarei na companhia dos gibis, que é minha melhor forma de lazer, desde os 7 anos de idade. Se o gibi de papel acabar mesmo, nossas coleções serão raridades... Abs. Paulo

  4. D@nil.B says:

    Aí poderei vender as minhas edições com HQs repetidas por uma fortuna! ;)

  5. OID@nil.B, é mesmo, não tinha pensado nisso, vamos vender Hqs repetidas a preço de ouro. Abs.

  6. D@nil.B says:

    Temos que ir juntando algumas desde já. Eu já tenho algumas.


Este blog está licenciado sob uma Licença Creative Commons.
Creative Commons License
É permitida a cópia parcial dos artigos do Mídia e Ecologia.com, mas não completa, contanto que os devidos créditos sejam dados ao autor.



Ajude o dono deste blog e clique no banner acima, nem dói!

Se Você Localizar Alguma Dessas Pessoas Entre em Contato

Acesse Outros Links:

Top Blog 2010

Ainda não foi desta vez que o Mídia e Ecologia.com venceu, mas pelo menos ele ficou entre os 100 finalistas. Agora é só torcer para que em 2011 isso mude!