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Pensado e Desenvolvido por Danil BR Deixe seu comentário

Este post será apenas uma seleção de textos de alguns ótimos posts que vi!
" O Dia 12 de outubro é uma data muito celebrada por se comemorar o Dia das Crianças e de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. E por ser uma data tão especial, é que uma nova comemoração se juntou as demais, o Dia da Leitura. Idéia antiga, que começou em 2006 com o Instituto Ecofuturo, ganhou forças e parcerias, como a do Senador Cristovam Buarque, e agora do Blog do Ziraldo. (Não tem muito dias, que aqui no blog, o Ziraldo levantou essa questões sobre a importância da leitura, que aliás ele carrega a alguns bons anos a bandeira "Ler é mais Importante que estudar".) Nossa luta é por uma leitura prazerosa, sem obrigação e passando a seu um lazer. Como toda boa brincadeira, ler também pode ser tornar um bom divertimento, não só para as crianças, como para toda a família. Chame seus amigos e vamos fazer uma grande festa da leitura no dia 12 de outubro. Vale tudo! Ler em casa, na rua, nas praças, nas bibliotecas, sozinho, entre amigos...Disponibilizaremos aqui no blog, materiais produzidos pelo o Instituto EcoFuturo, como os livretos Passaporte da Leitura e da Escrita e Passaporte da Leitura Brincar de Ler, com dicas de como preparar uma roda de leitura. Visitem também o site do Ecofuturo (www.ecofuturo.org.br/dianacionaldaleitura) , que estará também com materiais de apoio à leitura. " - Blog do Ziraldo.
"Ler é como ver um filme. Só que, lendo, você pode inventar coisas muito mais bonitas do que um filme pode mostrar." - Ziraldo.
" É possível que eu vá ser repetitivo, mas vamos lá. Já devo ter dito aqui a frase que repito pelo país: ler é mais importante do que estudar. Olha ai: a gente tem que ter muito cuidado com o que diz quando diz uma coisa que pode ser ouvida por muita gente. Há quase trinta anos que tenho andado por este país – que nem o velho Luiz Gonzaga – falando para professores e crianças nas salas de aula e nos auditórios de escolas públicas e privadas. Desde 1980, quando o "Menino Maluquinho" apareceu.Tenho deitado a maior falação sobre os problemas do ensino fundamental no Brasil. Aí, uma professora vem e me escreve: “Você precisa ter cuidado com o que diz quando diz uma coisa que pode ser ouvida por muita gente”. E continuou: “Por exemplo, você me diz que ler é mais importante do que estudar. Como é que eu faço? Se eles ficarem parados no tempo, a culpa vai ser sua”.A minha frase, professora, é uma frase de efeito. Foi feita para despertar as pessoas para a questão da leitura no ensino básico, uma frase feita para inquietar, mesmo. Com um detalhe: ela não precisa explicação, meu Deus! Como é que um menino pode estudar se ele não sabe ler, não é capaz de entender um texto, não consegue se expressar escrevendo? É o impasse filosófico do ovo e da galinha: qual dos dois é mais importante? Parece-me que a resposta é óbvia, não?Estou voltando a falar sobre as questões do ensino porque me parece que, no meio de tantas notícias graves, uma permanece me deixando muito preocupado. Só pode parecer menos grave porque está longe da idéia imediata de morte. Sua gravidade, contudo, é intensa para o país: nossas crianças não sabem ler. Aliás, ninguém sabe ler nesse país! " - Blog do Ziraldo.
" (...) Minha intenção (...) é inquietar o povo brasileiro para a questão da leitura. É claro que não temos apenas trinta milhões de analfabetos. Temos muitos, muitos mais. Quem sabe ler, mesmo, quem pode ser, realmente, chamado de alfabetizado é aquele que entende o que lê de imediato e que é capaz de se expressar com clareza pela leitura. Aí, você vê, vai sobrar muito pouca gente mesmo. Veja a turminha que chega ao vestibular...Sou um observador permanente do que está se passando no ensino fundamental brasileiro, acredito que seja o leigo, o especulador educacional que mais conhece – digamos, pessoalmente – as escolas deste país. Só não sou um teórico do ensino, não sou semiólogo ou professor, nem me considero um pensador da educação. Sou apenas um daqueles caras que acham que podem dar palpite, pelo muito que já viveram nas redondezas do problema em questão.A professora que me deu o toque – o tal de ter cuidado com o que digo – também perguntou minha opinião sobre o que ela poderia fazer para ajudar o Brasil a não ter resultados tão assustadores no que diz respeito ao aproveitamento do que se ensina nas escolas brasileiras.Digo sempre que o governo deveria dar a mais ampla, a mais absoluta atenção, a prioridade máxima à questão do ensino fundamental. Investir tudo o que estiver ao seu alcance no ensino básico, para mim, é a fórmula ideal.Se o governo resolve hoje o nó górdio que é esta fase do aprendizado infantil, daqui a alguns anos será mais fácil resolver as questões do ensino médio e, em pouco mais de uma década, será bem mais fácil resolver a questão da universidade brasileira.Não é muito difícil perceber onde está a principal falha do nosso ensino fundamental. Os humilhantes resultados do recente provão que se fez com as crianças no país mostraram o que já disse aqui: nossas crianças não sabem ler. Aliás, ninguém sabe ler nesse país! " - Blog do Ziraldo.
" (...) ninguém sabe ler neste país. É claro que esta é uma frase exagerada, tem a intenção de chamar a atenção para a gravidade do problema da leitura e da escrita no Brasil. Vale a explicação que dei ontem e vamos em frente.Foi a palavra gravada na pedra, concreta, impressa para sempre, que ensinou, que informou, que registrou, que confirmou, que explicou e que permaneceu. Sem a palavra escrita – e impressa – o homem jamais teria chegado à lua.A palavra escrita é básica! Logo, o que a escola fundamental tem que fazer é uma coisa só: ensinar a criança brasileira a ler e a escrever!!!!Que nossas autoridades responsáveis não percam tempo. Paremos tudo no ensino fundamental. Vamos ensinar nossas crianças, apenas – apenas, mesmo, temos que ser drásticos – a arte da leitura e da escrita.Preparemos nossas escolas e nossos mestres para ensinarem nossas crianças a Gostar de Ler! Elas têm que entender o que lêem, a serem capazes de se expressar pela escrita.É claro que o ensino total da leitura não é uma coisa imobilizante, como pode parecer quando falo disto com tanta ênfase. Enquanto se dá destaque absoluto a esta parte do ensino, é claro, a escola, ludicamente, pode ir interagindo com a criança – sem cobrar dela – para que ela se ajuste ao mundo, ao seu país, ao seu estado, à sua cidade, à sua rua, à sua escola e aprenda a ser cidadão. Sem perceber.Pra terminar quero lembrar à professora que me escreveu: “Olha, professora, por favor, pega a sua turma – a que você acabou de alfabetizar – e não deixe nenhuma outra professora – nem a diretora da sua escola – tomar a turma de você enquanto você não tiver a certeza de que todos os seus alunos sabem ler e escrever como quem respira. Vá soltando um a um assim que você achar que cada um deles está pronto! Não tem nada dessa coisa anacrônica de ‘passar menino de ano’. Tem é que botar pra frente quem pode ir pra frente”. " - Blog do Ziraldo.
" “Para permitir a todos o acesso aos bens culturais que a sociedade moderna oferece e o direito de usufruí-los de forma cidadã, não se trata apenas ... de “ensinar a ler”. No mundo contemporâneo, o conceito de verdadeira democracia passa pelo decisivo investimento na formação de leitores. Estamos mergulhados num mundo em que as palavras pululam e “por certo, serão mais bem-sucedidas apenas as sociedades que incentivarem e apoiarem uma genuína “cultura de leitura”, em especial, o respeito e o amor pelos livros. (...) Alguns povos – a maioria dos africanos, boa parte das Américas do Sul e Central, os habitantes das ilhas do Pacífico, os aborígenes e os esquimós, entre outros – ainda precisam desenvolver essa cultura, segundo a qual o aprendizado por meio da leitura se torna uma necessidade pessoal tão indispensável quanto respirar. (...) Aqueles que não compreendem essa necessidade ignoram as forças contidas no ato de ler... e, desse modo, são incapazes de assegurar seu lugar na competição. (S.R. Fischer)"Por mais que nos desagrade, por mais que arranhe nosso sentimento e orgulho de brasileiros, não podemos nos furtar ao reconhecimento de nossa posição entre os outros povos. E se não estamos entre aqueles que no passado conseguiram inocular o amor aos livros e ao conhecimento – como as sociedades do Extremo Oriente (chineses, coreanos e japoneses), os indianos e os judeus (além dos mulçumanos na Idade Média), seguidas pelos europeus e, mais tarde, pelos norte-americanos, conforme aponta Steven Roger Fischer, precisamos ter consciência do muito que ainda deve ser feito. Afinal, a cada três anos o PISA – Programa Internacional de Avaliação de alunos – a mais conceituada avaliação do ensino promovida pela OCDE, vem insistentemente nos lembrando isso. Em 2000 os estudantes brasileiros ficaram em último lugar em leitura, entre os 33 países avaliados. Em 2003, 41 países e novamente o Brasil junto aos piores. O exame é feito a cada três anos e o resultado de 2006 mostra que nossos estudantes ainda estão em situação constrangedora em relação à leitura.Não fui eu que escrevi o que vocês leram aí em cima. Este é um texto que tirei de um livro importantíssimo que está para sair (pela Editora Globo) da escritora, pesquisadora e professora Luzia de Maria. Ela é uma moça extremamente talentosa e bem informada, preocupada como eu – e com mais competência – com a questão da leitura no Brasil. O livro, por enquanto, se chama “Ser Leitor – que diferença faz” e tem que ser lido por tudo quanto é professor e professora, tudo quanto é autoridade ligada à Educação e à Cultura (quer dizer: todas as autoridades desse país). Ali se vai compreender, - mais do que no meu esforço pessoal em colocar, todo dia, a questão, - como assunto é importante para nós, brasileiros, neste século XXI. " - Blog do Ziraldo.



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Ainda não foi desta vez que o Mídia e Ecologia.com venceu, mas pelo menos ele ficou entre os 100 finalistas. Agora é só torcer para que em 2011 isso mude!